Quantas placas solares eu preciso? Guia por consumo, Estado e aparelhos novos

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Quantas placas solares eu preciso? Guia por consumo, Estado e aparelhos novos

Quem pergunta “quantas placas solares preciso” espera um kit. O modelo não tem kit: tem kWh da fatura, HSP do Estado (Horas de Sol Pleno — quantas horas de sol “cheio” aquele Estado rende, em média, por dia) e o que você ainda vai ligar — split, freezer, carro elétrico. Quartos e metragem não dimensionam gerador.

A frase pronta “casa de 3 quartos = 8 placas” não fecha. Duas residências na mesma rua, mesma área, faturas diferentes — quantidade de módulos diferente.

Se a sua conta já cai numa faixa, o número está no estudo, não neste critério:

Aqui entra o que define a quantidade antes de sair um número. A fórmula fechada — 585 W, 80%, +1 placa, HSP estadual — está na metodologia. Orientação, sombra e telha: o que o projetista avalia no telhado.

O que realmente determina a quantidade de placas

Três fatores, nesta ordem: kWh da fatura, Estado (sol médio) e aparelho que você ainda vai ligar

Três fatores, nesta ordem:

  1. Consumo mensal real (kWh). Média dos 12 meses da fatura, não a conta de janeiro. Do total, o modelo desconta o piso da rede (custo de disponibilidade do grupo B): 30 kWh na monofásica, 50 kWh na bifásica, 100 kWh na trifásica. Sem isso você dimensiona energia que a concessionária vai cobrar de qualquer jeito. Fatura com demanda em kW (grupo A) fica de fora. Se você já tem GD, não cole o kWh líquido.
  2. HSP do Estado. Um módulo no Ceará (HSP 5,6 no modelo) entrega mais energia no ano do que o mesmo módulo em Santa Catarina (HSP 4,2). Copiar o kit do primo em outro Estado erra o gerador mesmo com o “mesmo kWh”.
  3. Carga futura. Split novo, freezer, carro elétrico. Quem dimensiona só o mês passado e liga o ar em dezembro volta a puxar rede — e acha que “solar não funcionou”.

As premissas de equipamento (585 W, 80%, +1 placa) não se discutem neste texto: estão escritas na metodologia para o resultado da tela ser comparável entre Estados. O orçamento do integrador pode usar outra placa; aí você compara kWp (o tamanho do gerador no papel), não foto de módulo.

Faixa na fatura (bifásico)Ordem de placas (HSP 5,0 → Paraná 4,3)Conta aberta em
Perto de 300 kWh5 → 6estudo de 300 kWh
Perto de 400 kWh6 → 7estudo de 400 kWh
Perto de 500 kWh8 → 9estudo de 500 kWh

Mesmo kWh, dois Estados (não é o estudo de 400 kWh)

Prova rápida de que HSP manda no número. Dois casos bifásicos de 400 kWh (depois dos 50 kWh de mínimo da concessionária, restam 350 kWh para o gerador). Minas e Paraná não entram aqui.

São Paulo — HSP 4,8. 350 ÷ (4,8 × 30 × 0,8) = 3,04 kWp7 placas no modelo (585 W, arredonda para cima, +1).

Ceará — HSP 5,6. 350 ÷ (5,6 × 30 × 0,8) = 2,60 kWp6 placas.

Mesma fatura, uma placa de diferença. O passo a passo com HSP 5,0 (MG) e 4,3 (PR) é do artigo de 400 kWh. Se a sua conta está perto de 300 ou de 500, não faça regra de três neste parágrafo: use o estudo da faixa.

Espaço no telhado é limite, não é o critério

O simulador usa 2,58 m² por módulo como área do próprio painel, sem corredor entre fileiras. Oito placas pedem cerca de 20,6 m² só de módulos. Isso não define quantos módulos você “precisa” — define se o número que saiu do kWh cabe. A área útil no telhado é maior.

Sombra de chaminé, caixa-d’água no meio do retângulo, duas águas estreitas: a área “no papel” existe e a área útil não. Integridade do madeiramento, tipo de telha e orientação (norte versus sul) são visita, descritas em o que o projetista avalia no telhado.

Como aparelho novo muda o número de placas

Este é o recorte que os estudos de 300/400/500 não carregam: a carga que ainda não está na média de 12 meses.

Ar-condicionado

O impacto depende da potência do aparelho (BTU), das horas por dia e se o compressor é inverter (varia a velocidade em vez de ligar e desligar no tapa). Um split que acrescente cerca de 120 kWh/mês à média precisa entrar no kWh do formulário antes de simular. No modelo atual isso costuma representar da ordem de 3 módulos a mais, conforme HSP e ligação — não “duas placas no olho” em cima do resultado antigo.

Se o split ainda não foi comprado, rode duas simulações: a média de hoje e a média + 120 kWh. A diferença de placas é o custo de esperar o verão para dimensionar.

Veículo elétrico

Deslocamento urbano da ordem de 1.500 km/mês pode subir 200 a 250 kWh na residência, conforme consumo do carro e onde carrega (casa versus trabalho). Nesse acréscimo o modelo costuma pedir cerca de 4 a 5 módulos a mais, de novo dependendo da HSP.

Carregar só de madrugada não muda o kWh do mês; muda o quanto da geração do telhado você usa na hora e o quanto vira crédito. O simulador não simula horário. Dimensionar no kWh novo e tratar o turno de carga no projeto é o caminho honesto.

O que não fazer

Somar placas “por precaução” sem subir o kWh. Copiar o kit de 500 kWh porque “vou pôr piscina um dia”. Piscina com bomba e, pior, aquecimento, empurra a casa para outro estudo — o de 500 kWh — quando a média nova estiver na fatura, não no discurso.

O critério, em uma linha

kWh = média real mais o que você já decidiu ligar; Estado = o da unidade da fatura, não o da casa de praia da família; ligação = a que está escrita no papel. A matemática de cada linha continua na metodologia. O número para 400 kWh em Minas e no Paraná continua no estudo.


Nesta faixa de assunto

Engenheiro Eletricista

Henrique Corrêa

Fundador do Minha Placa Solar. Os textos cruzam as premissas públicas do simulador com o enquadramento da ANEEL para a geração distribuída. Não é memorial, não é ART e não é serviço de instalação.

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