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Sobre o Minha Placa Solar

O Minha Placa Solar existe para a etapa anterior ao contrato: três PDFs, três tamanhos de gerador, e ninguém explica a conta. A tela entrega uma estimativa preliminar, com premissas à vista. É independente — não vende módulo, não instala sistema e não representa concessionária nem marca de kit. O passo seguinte, se fizer sentido, é o simulador: kWh da fatura, Estado e tipo de ligação.

Quem responde pelo modelo. O responsável editorial e técnico é Henrique Corrêa, engenheiro eletricista. Padrão de entrada, tipo de ligação, perdas e o que a concessionária cobra mesmo com telhado gerando bem — isso define o tom: menos slogan, mais conta aberta. Henrique não usa o site para vender instalação própria nem para empurrar marca de equipamento. O papel é manter as premissas visíveis e corrigir calculadora e artigos quando precisarem. Dúvida de cálculo ou erro na tela: contato.

Como o simulador chega no número. Não chuta “X placas para casa de 3 quartos”. Pede consumo em kWh e o Estado porque a irradiação média (Horas de Sol Pleno por UF — média estadual arredondada; no município o projetista usa SUNData/CRESESB ou o Atlas INPE) muda o que o mesmo módulo entrega no ano. Cruza isso com o painel de referência (585 W), rendimento global de 80% (perdas agregadas) e soma 1 módulo de margem. Antes de dimensionar, reserva 30, 50 ou 100 kWh — o mínimo do grupo B (baixa tensão) que a concessionária cobra mesmo com telhado gerando —, conforme a ligação da fatura, para não vender conta em branco. O pedágio da fiação na energia compensada entra como 30% sobre o R$/kWh informado, de ordem de grandeza: não é a TUSD Fio B da Lei 14.300. Em 2026, para sistema protocolado depois de janeiro de 2023, a lei cobra 60% do Fio B naquele ano (75% em 2027, 90% em 2028); não fica 60% pelos 25 anos da tela. GD I (protocolo até o início de 2023) segue outra regra. A “nova conta” fica com o maior entre piso e esse pedágio, mais COSIP de exemplo. Fatura com demanda em kW (grupo A) fica de fora. A conta fechada está na metodologia.

O que a tela não é. Não é planilha genérica copiada da internet. Também não é projeto executivo: sem visita não há sombreamento, inclinação nem ART. Orientação, telha e o módulo que veio no PDF do integrador estão em o que o projetista avalia no telhado. O resultado não substitui engenheiro habilitado, memorial de cálculo nem pedido na concessionária. Esta plataforma não emite ART. Serve para comparar proposta com número na mão — não com discurso de vendedor.