Quantas placas solares para 300 kWh por mês? Exemplo de apartamento e laje

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Quantas placas solares para 300 kWh por mês? Exemplo de apartamento e laje

Laje de apartamento, dois quartos, geladeira e chuveiro elétrico, um split só no pico do verão. Fatura perto de 300 kWh, ligação bifásica. Com módulo de 585 W isso fecha em 5 placas na média simples das 27 UFs do modelo (HSP 5,0 — Horas de Sol Pleno; coincide com MG, não é irradiação oficial do Brasil) e 6 no Paraná (HSP 4,3) — da ordem de 12,9 m² a 15,5 m² só de módulos, sem corredor entre fileiras. A conta fechada está na metodologia.

A dúvida desta faixa quase nunca é o kit da casa com piscina. É se um gerador pequeno ainda faz sentido quando o “telhado” é área comum e a fatura já é baixa. O estudo de 400 kWh cobre 350 kWh compensados; aqui, depois dos 50 kWh de disponibilidade, sobram 250.

A fatura da unidade não inclui o elevador

Elevador, bomba e hall vão na cota de condomínio. Os 300 kWh são só a unidade. Copiar a quantidade de placas de uma casa térrea com o “mesmo kWh” erra o hábito e erra a superfície: laje fatiada não é água contínua de telha.

Casa compacta no térreo entra no mesmo intervalo se não houver piscina nem escritório com vários micros. Oito módulos são território de 500 kWh. Superdimensionar “porque todo mundo instala oito” nesta conta é pagar a autorização da concessionária e a estrutura para kWh que a média de 12 meses não pede.

Convenção, assembleia e restrição de área comum não entram no simulador. A tela estima quantidade e a área do próprio módulo (2,58 m², sem corredor). Não autoriza furo em laje de vizinho.

50 kWh são 17% desta conta

Sistema ligado à rede não apaga a fatura. Neste estudo o caso é bifásico: o modelo tira 50 kWh dos 300 e dimensiona o gerador para 250 kWh compensados. Cinquenta kWh são 17% desta fatura — bem mais do que na conta de 400 kWh. Por isso 300 não vira três quartos de um kit de 400. Disponibilidade, arredondamento e a placa extra empurram para 5 ou 6 módulos, não para uma regra de três.

Monofásico e trifásico mudam o piso (30 e 100 kWh). Essa lista está na metodologia. Se a fatura não for bifásica, o 5 ou 6 desta página não vale.

Em kWh baixo o custo de projeto (autorização da concessionária, padrão, andaime na cobertura) pesa mais no prazo da tela do que num gerador de 500 kWh — a tela não inclui isso. A conta ligada à rede continua com o mínimo da concessionária (grupo B) e, neste modelo, uma COSIP de exemplo — não a da prefeitura.

250 kWh compensados: 5 na média, 6 no Paraná

300 kWh bifásico: 5 placas na média simples das 27 UFs (HSP 5,0) e 6 no Paraná (HSP 4,3)

O tamanho do gerador no papel (kWp) sai assim: kWh a compensar — o da fatura menos o mínimo da concessionária — dividido por (HSP × 30 × 0,8). Média aritmética das 27 UFs do modelo, uma casa decimal: 5,0 (não é média oficial do Brasil). Paraná: 4,3.

Média das 27 UFs (HSP 5,0)
250 ÷ (5,0 × 30 × 0,8) = 2,08 kWp.
2083 W ÷ 585 W = 3,56 → 4 + margem = 5 placas.

Paraná (HSP 4,3)
250 ÷ (4,3 × 30 × 0,8) = 2,42 kWp.
2422 W ÷ 585 W = 4,14 → 5 + margem = 6 placas.

HSP 5,0 coincide com a de Minas no modelo, mas o número de módulos não é o do artigo de 400 kWh. Lá o consumo a compensar é 350 kWh. Aqui é 250. Critério (aparelho novo, outros Estados): Quantas placas preciso?.

Laje com sombra de prédio vizinho às 15 h gera menos do que esses 2,08 kWp no papel. Os 80% do modelo são perdas agregadas (inversor, cabo, sujeira média); a metodologia fecha a fórmula.

Assembleia, impermeabilização e 12,9 m² contínuos

Cinco a seis placas, a 2,58 m² cada (só o painel, sem corredor entre fileiras), pedem 12,9 m² a 15,5 m² contínuos de módulo. Em cobertura isso às vezes existe. No último andar fatiado por chaminé, garden e parede da caixa de escada, o kWh “cabe” e a geometria não.

HSP de referênciakWpPlacas (585 W + 1)Área dos módulos
Média das 27 UFs (5,0)2,08512,9 m²
Paraná (4,3)2,42615,5 m²

Tipo de impermeabilização da laje e peso (módulo de 585 W na casa de 28–33 kg, mais estrutura) só aparecem na visita. A calculadora não pergunta orientação. Campo: o que o projetista avalia no telhado.

O inversor não fica barato só porque o kit é pequeno

Cinco ou seis módulos ainda carregam o inversor de premissa deste modelo (R$ 3.500 — o mesmo teto de um kit de até 10 placas). Por isso o prazo alonga nesta faixa, mesmo com fatura baixa.

Ciclo de exemplo, ligação bifásica, fatura de R$ 360 (R$ 1,20/kWh). A nova conta do modelo fica perto de R$ 116. Economia: R$ 244/mês.

HSP 5,0 (5 placas)Paraná, HSP 4,3 (6 placas)
Custo-baseR$ 9.250R$ 10.400
Faixa ±15%R$ 7.863 – R$ 10.638R$ 8.840 – R$ 11.960
Prazo (custo-base ÷ economia)3,2 anos3,6 anos

No estudo de 400 kWh o mesmo modelo, com fatura de R$ 480, devolve 2,6 a 2,9 anos. Não é o kWh “pior”: é o custo fixo comendo um gerador pequeno. Autorização da concessionária, andaime na cobertura e assembleia não entram nessa divisão — recorte de quanto custa.

O erro clássico: copiar o kit de oito placas

Três pontos que, neste porte, costumam piorar a conta real mesmo com o prazo aceitável:

  1. Área comum. Kit na laje do condomínio sem assembleia vira conflito, não economia. O número de 5 ou 6 não autoriza furo em laje de vizinho.
  2. Split que entra depois. Um aparelho novo empurra o mês para 350–400 kWh. Aí você saiu deste artigo. Rode de novo com o kWh novo.
  3. Custo fixo. Autorização da concessionária e andaime não caem na mesma proporção que o kWp. Em kit pequeno isso pesa mais do que na casa de 500 kWh.

Dúvidas desta faixa

Posso instalar na laje do prédio só com o 5 ou o 6 desta página?
Não. Convenção, assembleia e restrição de área comum ficam com o condomínio. A estimativa diz quantos módulos o kWh pede, não se a cobertura é sua.

Os 300 kWh incluem elevador e bomba do hall?
Não, se a fatura for da unidade. Elevador e área comum vão na cota. Colar o kWh do prédio superdimensiona o kit do apartamento.

Cinco placas ainda fazem sentido com a autorização da concessionária e o andaime?
Às vezes sim, se a laje for sua e a média de 12 meses for estável. Às vezes o custo fixo come o prazo de 3,2 anos. Compare o PDF com a faixa acima; se o total disparar, a pergunta é escopo (andaime, padrão, impermeabilização), não “a internet errou”.

Liguei um split e o mês foi a 380 kWh. Continuo aqui?
Não. 380 kWh bifásico já é outro recorte — o de 400 kWh. Use a média nova dos 12 meses, não some uma placa no olho.

No sistema ligado à rede, 300 kWh bifásico neste modelo: 5 placas na média das 27 UFs, 6 no Paraná, cerca de 13 a 15,5 m² de módulos (sem corredor), o mínimo da concessionária (grupo B) comendo 17% da fatura. Use o kWh da unidade — não o da casa de praia da família. Se o PDF fugir de 5 ou 6, é HSP, ligação ou consumo diferentes deste exemplo.


Nesta faixa de assunto

Engenheiro Eletricista

Henrique Corrêa

Fundador do Minha Placa Solar. Os textos cruzam as premissas públicas do simulador com o enquadramento da ANEEL para a geração distribuída. Não é memorial, não é ART e não é serviço de instalação.

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